JOGARAM MELHOR NÃO MERECIAM TER PERDIDO

Brotense 4-2 Valenças

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É a frase tantas vezes ouvida este ano pelos meus jogadores, por vezes, como hoje, quer o publico, quer mesmo jogadores adversários a repetiram, mas no futebol sabem o que conta? o que conta é os resultados, pouca gente se preocupa quem merecia ganhar ou perder, pouca gente se preocupa com as ocorrências do jogo, se a equipa falhou ou não muitos golos, se a bola bateu na barra da baliza e não entrou, se bateu nos 2 postes e não entrou, se tivemos um jogador lesionado logo aos 20 minutos e outro aos 70, se o árbitro deixa passar em claro uma agressão, se não assinala uma falta que todos viram ele inclusive mas não quiz marcar e se sofre um golo por isso, se não assinala um penaltie, o que conta é quem ganhou, quem somou os 3 pontos, tudo o resto são historias, mas como eu disse antes poucas gente se preocupa com isso, no entanto eu, os jogadores, a direcção e algum publico que tem assistido ao que tem sido este campeonato que o Valenças tem feito, sabe que o que se passou neste jogo é algo já vivido este ano vezes de mais.

Os jogadores "aqueles disponíveis fisicamente" dão semana a semana tudo o que podem, jogam e lutam até á exaustão, jogadores todos eles, alguns apesar da idade, com uma grande maturidade e carácter, porque apesar de tudo o que nos têm feito "E tem sido de tudo" conseguem manter a calma e sair sempre com a cabeça levantada, volto a frisar que é de louvar a atitude destes jogadores que apesar tudo, nem uma expulsão temos e cartões amarelos muitos poucos. Qualquer treinador se orgulharia de os ter nas suas equipas, mas por muito que se trabalhe e lute existem coisa que não se conseguem controlar, nem lutar contra ela, como as lesões e más arbitragem.
Mas como dizia o nosso Capitão "Galiano" no final "Vamos levantar a cabeça e jogar até ao fim com todas as forças que tivermos! não merecíamos mas é futebol.... Antes quebrar que torcer."

Quanto ao jogo, foi uma primeira parte não muito bem jogada com as Brotas a defender no seu meio campo a deixar-nos o controle de jogo, que nós nunca conseguimos ter, já que não conseguíamos segurar a bola, os passes não saiam, a equipa não conseguia impor o seu futebol, muito pontapé para a frente, mas no entanto conseguimos criar algumas situações de perigo, nomeadamente em lances de bola parada , no entanto foi as Brotas a conseguir marcar na primeira vez que chegou á nossa baliza, nós continuámos a tentar, e apesar da lesão do Viegas "substituido pelo Alvito" logo aos 20 minutos a equipa continuou a tentar fazer golo, tivemos uma bola na trave, outra que andou ali a saltar á frente da baliza e ninguém a empurrou, outra que ia direitinha ao fundo da baliza bateu num jogador e saiu pela linha de fundo, mas o golo do empate chegou por fim, e num lance esse sim de alguma sorte, centro remate do Kimilsson que com ajuda do vento entrou no poste contrário, fazendo o empate, empate esse que não durou muito já que as Brotas na segunda vez que foi á nossa baliza voltou a marcar, até ao intervalo não houve alterações do resultado.

Na segunda parte as coisas foram diferentes, não em termos de sentido de jogo, mas a forma como foi jogado, O Valenças entrou melhor a conseguir fazer a bola passar pelo meio campo, a variar o corredor com alguma frequência, só que não conseguia fazer sair o ultimo passe, ou a finalização era dificiente, as Brotas também não criava perigo, excepção feita a um fora de jogo que o árbitro assistente numero 1 deixou passar, mas com o Ricardo a resolver.
Aos 70 minutos da-se a lesão do Rafael, sendo subtituido pelo Dani, no entanto, apesar de mais esta contrariedade a equipa continuou a lutar e a cerca dos 35 minutos conseguimos o golo do empate atravez do Claudio, galvanizamo-nos e alguns minutos decorrido, numa jogada do Cláudio pela direita na qual é agredido por um jogador contrário, o árbitro assistente Nº 2 levanta a bandeira, no entanto a bola sobra para o Brejinho ele baixa a bandeira, o Brejinho passa ao Foito e este remata de primeira, levando a bola a bater no poste da baliza passar pela linha de golo e ir bater no outro sem no entanto entrar, a equipa acreditava que conseguiria chegar á victória, acho que acreditava a equipa e acreditou o árbitro, pois decidiu ser ele a resolver o jogo, após mais um nosso ataque com muito perigo, as brotas pontapeou a bola para o nosso meio-campo á que ocorreram o Tó-Pê e um jogador adversário, o Tó-Pê ganhou posição controlou a bola e foi abalroado pelo adversário, que segundo me disseram depois, para além de se ter montado autenticamente nas costas do Tó-Pê ainda levou a bola com a mão "a mão eu não vi" mas a falta toda a gente viu, assim foi fácil, sozinho para a baliza e golo, foi o 3-2 e o desalento e revolta na nossa equipa, depois disso foi muito dificil, no entanto logo no lance seguinte existio uma mão na área das Brotas mas o árbitro utilizou o mesmo critério, não marcou, até ao final mais um golo para as Brotas o que é normal dado o estado anímico da nossa equipa.

Quanto ao àrbitro já disse muito, o Sr. Alvaro Perico pela segunda vez este anos conseguiu que o nosso adversário nos ganhasse, de salientar ainda a atitude do Sr. árbitro assistente nº 1 Sr. José Pinto á saida do balneáreo e estando eu e mais alguns jogadores do Valenças a comer, em frente ao nosso balneáreo fazendo uma roda com a comida no meio, este Sr. ao invés de fazer como os seus companheiros de equipa, passando por traz, passou pelo meio do nosso grupo. Se fez o tragecto para poupar 4 ou 5 passos conseguiu, porque se o fez numa atitude provocatória recebeu uma resposta á altura, o despreso.


Para acabar eu não quero pensar que o azar que temos tido com as arbitragens não tem nada a ver com o que aqui escrevo, porque eu o que escrevo aqui nestas crónicas é o tentar transmitir o mais isento possivel aquilo que se passa jogo a jogo, árbitros incluidos. Para além de algumas vezes acrescentar aquilo que me vai na alma.

Jogaram: Ricardo, Tó-Pê, Bruno, Rafael, Galiano, Viegas, Brejinho, Kuimilsson, Bicho, Cláudio, Foito
Entraram: Alvito, Nuno Gaio, Dani
Suplentes não utilizados: Rui Marmeleira, Robson

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por: António Melgão

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